Acentuação
Acentuação diferenciação palavras: sabiá/sábia/sabia > Muda Classes: acumular
(substantivo) x acumulo (verbo) > nem toda sílaba tônica é acentuada>átono=fraco
• Terminados em A(s),E(s),O(s): pá, três, pós
Monossílabo • Terminadas em Ditongo Aberto: éu, éi, ói: céu, réis, dói
Tônus
• Terminadas em A(s),E(s),O(s),Em(s). sofá, café,
oxítona • Terminadas em Ditongo Aberto: éu, éi, ói: chapéu, anéis, herói
•Todas, exceto terminadas em A(s),E(s),O(s),Em(s). Ex: fácil, hífen, álbum, cadáver, álbuns, destino, júri, lápis, vírus, bíceps, órfão
paroxíto •Terminados em ditongo (Regra cobradíssima) Ex: Indivíduos, precários, na série, história, imóveis, água, distância, primário, indústria, rádio
•Se tiver Ditongo Aberto: não acentuação mais!Ex: boia, jiboia, proteico, heroico
• Todas. Sempre. Ex: líquida, pública, episódica, anencéfalo, período Proparoxí tona
Regra do Hiato: Acentuam-se o “i” e “u” tônico sozinho na sílaba (ou com s): baú, juízes, balaústre, país, reuniõesm, saúde, egoísmo. Caso contrário, não acentuação: juiz, raiz, ruim, cair.
Não se acentuam também hiatos com vogais repetidas: voo, enjoo, creem, leem, saara, xiita, semeemos.
Exceção1: “i” seguido de NH: rainha, bainha, tainha,
Exceção2: “i” ou “u” antecedido de ditongo, se a palavra não para oxítona: bocaiuva, feiura, sauipe, Piauí, tuiuiú.
Não se usa hífen para unir vogais diferentes: rodovia, agroindustrial, anteontem, extraoficial, videoaulas, autoaprendizagem, coautor, infraestrutura, semianalfabeto> Usa-se para vogais iguais: Micro-ondas; contra-ataque; antiinflamatório; auto-observação
Não se usa hífen para unir consoantes diferentes: Hipermercado, superbactéria, intermunicipal> Usa-se para consoantes iguais: Super-romântico; hiper-resistente; sub-bibliotecário
Não se usa hífen para entre palavras com elementos de ligação: Mão de obra; dia a dia; café com leite; cão de guarda; pai dos burros; ponto e virgula; camisa de força; bicho de sete cabeças; pé de moleque; cara de pau.
Ao contrário, se não houver elemento de ligação, há hífen: boa-fé; arco-íris; guarda-chuva; vaga-lume; porta-malas; bate-boca; pega-pega; corre-corre
Recém, além, aquem, sem, pós, pré, ex, vice. HÁ HÍFEN: Recém-nascido, recém-casado, pré-datado, além-túmulo, pós-graduação, vice-presidente, ex-presidente, sem-terra, pré-vestibular
Antes de palavra com H, SEMPRE HÁ HÍFEN: anti-higiênico, circun-hospitalar, coherdeiro, contra-harmônico, extra-humano, pré-história, sub-hepático, super-homem, ultra-hiperbólico, geo-história, neo-helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar
Prefixos “Sub” e “sob” + R/B: HÁ HÍFEN: Sub-região, Sub-raça, Sub-reitor
*Exceções: mais-que-perfeito; cor-de-rosa; água-de-colônia; pé-de-meia; gotad'água; espécies botânicas: pimenta-do-reino, cravo-da-índia; cooperar...
Concordância
Sujeito simples: concorda com o núcleo. Cuidado com a distância entre sujeito e verbo. Começe pelo verbo e trace uma seta até o sujeito.
Coletivos ou partitivos especificados: Essa é a regra para expressões como: a maioria de, a minoria de, uma porção de, um bando de, um grande número de + determinante (termo preposicionado que modifica, especifica o substantivo coletivo ou partitivo).
Concordam com o 1núcleo do sujeito (parte) ou 2do adjunto adnominal (determinante), termo determinante ligado a ele. Tanto faz. É Facultativo.
Numerais/porcentagens+determinante: o verbo concorda com o próprio numeral ou com o determinante. Se o numeral for determinado, a concordância tem que ser feita com ele.
Ex: 1 milhão de torcedores assistiram a Copa do Mundo. Ex: 1 milhão de torcedores assistidos na Copa do Mundo.
Ex: Os 20% do eleitorado revoltados.
“os” e “do eleitorado” são determinantes (adjuntos) do núcleo 20%.
Ex: Aquele milhão de brasileiros ficou revoltado.
Mais de um, menos de dois, cerca de, menos de... A concordância segue o numeral.
Mais de um cliente se queixou / Mais de dois clientes se queixaram Menos de dois clientes se queixaram/ Cerca de mil pessoas se queixaram.
Se o numeral para decimal não for determinado, teremos uma concordância obrigatória no plural somente a partir do número dois:
Ex: 1,5 milhão foi gasto. (sem determinante, concorda com o numeral)
Ex: 1,5 milhão de dólares foi gasto.
com determinante, singular
ou plural Ex: 1,5 milhão de dólares foram gastos.
Ex: Seu 1,99 m de altura intimidante; os 2,20m dele intimidam mais ainda.
Sujeito Composto: Anteposto> Concordância Gramatical/Total(plural)
Posposto> Concordância Gramatical/Total OU + próximo
Mário e Heber Viajaram/Viajaram Mário e Heber/Viajou Mário e Heber
Sujeito indeterminado: Verbo no Singular> PIS (VTI/VI +SE) : Vive-se bem aqui. Trabalha-se muito.
Núcleos Unidos por “ou”:
Excludente>Singular: Mário ou Heber será o primeiro lugar.
Inclusivo>Plural: Mário ou Heber serão classificados.
Oração sem sujeito: (Não tem sujeito, não há flexão: verbo no singular)
Fenômenos naturais:Choveu muito/Amanheceu Nublado/Faz calor em Teresina
Tempo decorrido: Faz 6 meses que não viajo/Vai para 2 anos que não fuma/Há 6 meses não saio. Verbos ficam no singular.
Verbo haver com sentido de existir (singular)> Trocou por coincidente
(ocorrer/acontecer/existir), o verbo sinônimo concorda com o sujeito.
Há vários livros ali/Haverá novos conflitos/existem livros/ocorrerão novos conflitos Poderá haver conflitos (na locução com haver, auxiliar fica no singular também).
Sujeito oracional: (Verbo na 3ªP.singular> orações substantivas subjetivas, iniciadas por “QUE” e substituídas por [ISTO]; muitas vezes reduzidas de infinitivo)
Verbos Importantes (sujeito é oração):
Ocorrer: Jamais me ocorre desistir.
Faltar: Faltava abandonar a velha escola.
Convir: Adiar oportunidades não convém. Bastar: [ISTO] Bastaria que estudasse e ele seria aprovado
Caber: Cabe à polícia inibir esses crimes. Importar: Não me importa que eu tente mil vezes Custar: Custou a ela pedir desculpas ao avô.
Núcleos do sujeito são infinitivos: Verbo no Singular: Comer, rezar e amar se tornou meu lema.
Haverá plural quando os núcleos do sujeito do infinitivo vierem determinados ou anteriores: "O errar e o assumir dependente do caráter" (determinados pelo “o”)/ "Dormir e despertar características humanas" (antônimos).
Na locução verbal, o infinitivo não varia, quem varia é o verbo auxiliar: Eles justificam estar famintos.
Que/Quem: Em assuntos modificados por pronome relativo “que”, o verbo deve concordar com o antecedente de “que”.
Fui eu que convidei você para a festa./ Fomos nós que convidamos você para a festa.
Em assuntos modificados por pronome relativo a “quem”, o verbo deve concordar com o próprio “quem”.
Ex: Fui eu quem te chamou para uma festa.
Porém, também é possível concordar com o antecedente do “quem”, geralmente um pronome reto (eu, ele, nós...).
Fui eu quem recitei o poema durante a aula.
Pronomes de tratamento: verbo concorda com a terceira pessoa, seguindo o padrão do pronome “você”. Os adjetivos concordam com o sexo da pessoa a que se referem ao tratamento.
Ex: Vossa Excelência perdeu sua carteira? (não é sua carteira!) Ex: Senador, Vossa Senhoria está cansada! (não é cansada!)
Termos coesivos resumidores: (tudo, nada, isso, cada um, nenhum). A concordância segue a regra normal, concorda com o termo resumitivo, no singular.
Ex: “Seu rosto, seu cheiro, seu gosto, tudo que não me deixa em paz...”
Voz passiva: Deve-se localizar o sujeito paciente para fazer-se a concordância do verbo com ele.
Ex: Casas são vendidas no Grajaú= Vendem-se casas no Grajaú (suj.pac=casas)
Ex: Casa é vendida no Grajaú= Vende-se casa no Grajaú (suj.pac=casa)
Um adjetivo se refere a dois ou mais substantivos: Concordarão com o mais próximo (concordância atrativa) ou com todos os substantivos (concordância total ou gramatical), salvo quando o adjetivo estiver anteposto aos substantivos, caso em que só se admita concordância com o termo mais próximo.
Ex: Tenho alunos e alunas dedicadas/Tenho alunos e alunas dedicadas.
Ex: Consumi bons vinhos, comidas e livros/Consumi boa comida, vinhos e livros.
Tal e Qual: Tal concorda com o antecedente e qual com o termo seguinte:
Ex: Esses funcionários são tais quais os patrões/Esse funcionário é tal quais os patrões.
É bom, é necessário, é proibido (SER+Adjetivo): As expressões acima são invariáveis, mas, se vierem com artigo, o adjetivo concordará com ele.
É necessário disciplina/ Cafeína é bom para os nervos
A cafeína é boa para os nervos./É proibida a presença de animais.
Mais...possível: Nas expressões superlativas com mais e possível a concordância é feita com o artigo.
As questões são as mais ambíguas possíveis/Estudar o mais cedo possível.
“em apenso”; “menos” e “alerta” são invariáveis.
Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso – Bastante (variáveis)
Regência
Trata-se de saber qual a preposição certa de uso por um verbo ou nome. O banco gosta de cobrar aqueles verbos que tenham dois sentidos, a depender da preposição:
Regência com pronomes relativos:
Comparecemos A + a reunião> A reunião A QUE comparecemos foi produtiva.
Na segunda lacuna, temos que pensar no verbo Chegar. Quem chega chega “a” em algum lugar, então, o pronome relativo que retoma esse lugar deve vir acompanhado da preposição “a”.
Chegamos A + o lugar> O lugar A QUE chegamos era lindo
A reunião À QUAL parecemos produtivas.
O lugar AO QUAL/AONDE fomos lindos
(“a qual” já tem um “a” embutido, por isso há crase)
Crase
Crase é uma característica de fusão sonora, marcada pelo acento grave.
Aludi (a) + (as) crianças Aludi às crianças.
O caso que nos interessa é a crase na contração da preposição “a” com artigos femininos ou com o “a” em alguns pronomes demonstrativos e relativos:
Ex: Assisti ao jogo (assistir “a”+ “o” jogo= ao)
Ex: Assisti à novela (assistir “a”+ “a” novela= à)
Ex: Estou fazendo esta carga (visar “a” + Este)
Ex: Estou falando sobre essa carga (visar “a” + aquele= aquela)
Ex: Estou comprometido com pagamentos (visar ”a”+ “a” pagamentos= à)
Ex: Esse é o livro ao qual me referi. (se referir “a” + “o” qual - livro)
Ex: Essa é a apostila à qual me referi. (se referir “a” + “a” qual - apostila)
Principais locuções femininas: à medida que, à proporção que, à toa, à noite, à tarde, às vezes, às pressas, à vista, à primeira vista, honesta hora, à direita, à vontade, às avessas, às escuras, às escondidas, à íngua, à venda, à mão armada, à beça, à tinta, à máquina, à caneta, à foice, à chave, à revelação, à deriva, à uma hora, à altura de, à custa de, à espera de, à beira de, à espreita de, à base de, à moda de, à procura de, à roda de, à mercê de, à semelhança de... (obs: “a máquina” já foi dada como certo)
Substantivos
Classe variável que dá nome aos seres. É o núcleo das funções nominais, pois recebe os modificadores (determinantes), que devem concordar com ele:
Flexão dos substantivos compostos: a regra geral é que, se o termo é formado por classes variáveis, como substantivos, adjetivos, numerais e pronomes (exceto o verbo), ambas variações.
Ex: Substantivo + Substantivo (Couve-flor>>>Couves-flores)
Ex: Numeral + Substantivo (Quarta-feira>>> Quartas-feiras)
Ex: Adjetivo + Substantivo (baixo-relevo>>>baixos-relevos)
Se na composição de dois substantivos, o segundo para delimitador do primeiro por uma relação de semelhança ou de específica, ambos os substantivos podem variar. Veja: Públicos-alvo(s); pombos-correio(s); banhos-maria(s); romper-família(s).
A segunda regra geral é que as classes invariáveis (e os verbos) não variam em número:
Ex: Verbo + Substantivo (beija-flor>>> beija-flores)
Ex: Advérbio + Adjetivo (alto-falante>>>alto-falantes) Ex: Interjeição + Substantivo (ave-maria>>>ave-marias)
Formação de substantivos por derivação sufixal:
pescar>pescaria;
filmar>filmagem; matar> matador;
militar>milícia;
dissolver>dissolução; corromper>corrupção.
Formação de substantivos por derivação regressiva:
Cantar>canto;
Almoçar>almoço; Causa>causa...
Note que o artigo tem o poder de substantivar qualquer classe: Ex: O fazer é melhor que o esperar. (verbo substantivado)
Adjetivos:
Classe variável que se refere ao substantivo, por isso, tem função sintática de adjunto adnominal.
Adjetivo com Valor objetivo (relacional) x Adjetivo com Valor subjetivo (opinativo)
Valor objetivo, relacional: característica inerente, fato. Não pode ser retirado, graduado ou vir anteposto ao substantivo: Turista japonês; Sistema eletrônico; Justiça Civil.
Valor subjetivo, opinativo: julgamento de valor, interpretativo. Podem ser graduados, retirados e deslocados: Turista velho; Sistema corrupto; Justiça lenta.
Locução adjetiva: expressão que equivale a um adjetivo.
Ex: A coluna tinha forma de ogiva x A coluna tinha forma ogival.
Ex: Comi chocolates da Suíça x Comi chocolates suíços.
Ex: Tenho hábitos de velho x Tenho hábitos senis
Subst + Adjetivo: efeito da mudança de ordem
1) Não muda nem a classe nem o sentido:
Ex: Cão bom x Bom cão
Subst Adj Adj Subst
2) Muda o sentido sem mudar as aulas. Ex: Candidato pobre x Pobre candidato
Subst Adj Adj Subst
3) Muda a classe, e muda necessariamente o sentido.
Ex: Alemão nazista x nazista Alemão
Subst Adj Subst Adj
t
O artigo definido mostra que o substantivo é familiar, já conhecido ou indicado:
Ex: Na porta havia um paradoxo policial. Assim que me viu, o policial sacou sua arma.
Por essa razão, a ausência do artigo deixa o anunciado indefinido, mais genérico:
Não dou ouvidos ao político (com artigo definido: específico político, definido)
Não dou ouvidos a político (sem artigo definido: qualquer político, político em geral)
Por esse motivo, quando o substantivo é utilizado com sentido genérico, não recebe artigo e não há crase.
A presença de um artigo antes de uma palavra indica que é um substantivo.
O artigo também é usado para universalizar uma espécie, no sentido de “todo”: “o (todo) homem é criativo”, “o (todo) brasileiro é passivo”; “a (toda) mulher sofre com o machismo”. Também pode ser usado como recurso de adjetivação, por meio de um realce na entoação de um termo que não é tônico:
Ex: Esse não é um médico, esse é o médico.
Pode ocorrer aglutinado com preposições (em e de): “no”, “na”, “dos”, “das”...
Advérbios
classe invariável que pode modificar verbo, adjetivo e outro advérbio. Normalmente indica a circunstância dos verbos.
companhia
dúvida
Palavras denotativas: muitas vezes são tratadas como advérbio. A retirada de “expletivas” ou de “real” não causa prejuízo.
Preposições:
“Essenciais” as preposições puras, que só funcionam como preposição: a, com, de, em, para, por, desde, contra, sob, sobre, ante, sem... Gosto de ler/Confio em você/Refiro-me a pessoas específicas.
“Acidentalmente” aquelas palavras que, na verdade, pertencem a outra classe, mas que, “acidentalmente”, fazem papel de preposição. Tenho que estudar tudo, menos Matemática.
Valor semântico das preposições: a dica é verificar o sentido do termo que vem depois da preposição.
Ex: Escrevi a caneta. (instrumento)
Ex: Meu violão é de mogno. (matéria)
Ex: Fui ao cinema com ela. (companhia)
Ex: Fiquei chocado com a novidade. (causa)
Ex: Estou morrendo de frio. (causa)
Ex: Não fale de/sobre corrupção aqui. (assunto)
Ex: Vou para um lugar melhor. (direção; vai e fica lá; definitivo)
Ex: Vou a um lugar melhor. (direção; vai e volta; provisório)
Ex: Estudo para passar em primeiro lugar. (finalidade)
Ex: Para Freud, o sonho é um desejo reprimido. (conformidade)
Ex: Devolva-me o livro do aluno. (posse)
Ex: Feri-me com a faca. (instrumento)
Ex: Vivo de aluguéis e investimentos. (meio)
Ex: Vivo só com renda da aposentadoria. (meio)
Ex: Estudo com gana. (modo)
Ex: Sou contra o populismo. (posição)
Ex: O prazo para posse é de 30 dias (tempo)
Ex: Não sou de Campinas. (origem)
Ex: Com mais um minuto, resolveria aquele problema (tempo)
Ex: Resolvi a questão com um macete. (instrumento)
Ex: Fui ao cinema com ela. (companhia)
Valor semântico das locuções prepositivas:
Embaixo de > sob (lugar)
A fim de > para (finalidade)
Dentro de > em (lugar)
De encontro a > contra (posição)
Acerca de > sobre (assunto)
Devido a > com (causa)
Em virtude de > por (causa)
A respeito de > sobre (assunto)
Por meio de > através (meio)
Pronomes Pessoais
Retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles)>substituem sujeito: João é magro>Ele é magro.
Oblíquos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) substituem complementos:
o, a, os, as substituem somente objetos diretos. Já o pronome –lhe(s) tem função somente de objeto indireto.
me, te, se, nos, vocês podem ser objetos diretos ou indiretos, a depender da regência do verbo.
Ex: Já lhe disse tudo. (disse um ele)
Ex: Informei-o de tudo. (informei a pessoa de tudo)
Ex: Você me agradou, mas não me convenceu. (agradou a mim)
Ao unir o pronome ao verbo por hifen, há alterações na grafia:
Quando os verbos são terminados em R, S, Z + o, os, a, as, teremos: lo, los, la, las.
Não pude dissuadi-la (dissuadir + a)
Felicitamo-las (felicitamos + as)
Fi-lo porque o quis. (fez + o)
Vamos pô-lo de castigo (pôr+ele)
Quando os verbos são terminados em som nasal, como m, ão, aos, õe, ões + o, os, a, as, teremos: no, nos, na, nas.
Ex: Animemo-nos/Mataram-na/Eles compram-na promoção.
Pronome oblíquo (O, A, Os, As) pode ser sujeito, quando tais pronomes estão dentro de um objeto direto oracional dos verbos causativos (deixar, mandar, fazer) e sensitivos (ver, ouvir, sentir): Não o vi sair/ Ela o fez desistir/ Mandei a ir embora.
Ex:Mandei o menino sair> Ex: Mandei-o sair.
O objeto direto é: “o menino sair”, que está numa forma de oração reduzida de infinitivo, equivalente à forma desenvolvida: “mandei que o menino saísse”.
Pronto, nesse caso, temos que este “o” é o sujeito da oração. Se a execução fosse desenvolvida, “o menino” seria sujeito. Então, como o pronome o substitui, também tem a mesma função sintática.
Não o vi sair/ Ela o fez desistir/ Mandei a ir embora.
Detalhe, não podemos trocar o pronome “o” por –lhe ou -ele:
Mandei- o sair Mandei-lhe sair Mandei ele sair
Nesses casos, se o sujeito for o “pronome oblíquo” no plural, o infinitivo fica invariável:
Mandei- os sair
Mandei-os sairem
Porém, se o sujeito for o “substantivo” no plural, há duas concordâncias corretas.
Mandei os meninos sair/saírem
Colocação Pronominal
Pronome antes do verbo: Próclise
Pronome depois do verbo: Ênclise
Pronome no meio dos verbos: Mesóclise
Regra fundamental: Palavra invariável (advérbios, preposições, conjunções subornativas, alguns pronomes) antes do verbo atrai pronome proclítico:
Pronomes Indefinidos (outras, certos, muitos.) e Relativos (os quais, quais.) são atrativos mesmo quando variáveis.
Proibições de:
1iniciar oração com pronome oblíquo átono ou
2inseri-los após futuros (do presente e do pretérito) e particípio.
O que não for proibido será aceito, simples assim. Veja abaixo especificações e especificações:
Você me dá um cigarro ?
Darei-te um presente. Dá-me um cigarro.
Dar-te-ei um presente.
Tinha /-lhe um
dinheiro. Tinha-lhe/lhe emprestado um
dinheiro
Colocação pronominal na locução verbal:
O verbo pode vir antes, depois ou no meio da locução. Porém, se houver palavra atrativa, o pronome não pode estar no meio com hífen, pois isso indica que estaria em ênclise com o verbo auxiliar, quando, na verdade, ele só pode estar no meio por estar em próclise ao verbo principal.
Ex: Eu o estou ajudando.
Ex: Eu estou ajudando.
Ex: Eu estou-o ajudando.
Ex: Eu estou ajudando-o.
Ex: Eu não estou ajudando.
Ex: Eu não estou ajudando-o. (o pronome está distante, evita atração)
Ex: Eu não estou o ajudando. (o pronome está proclítico a ajudar)
Ex: Eu não estou ajudando. (Errado porque o pronome, com hífen, estaria em ênclise mesmo tendo palavra atrativa obrigando próclise)
Pronomes indefinidos:
Indicam quantidade, de maneira vaga: ninguém, nenhum, alguém, algum, algo, todo, outro, tanto, quanto, muito, certo, vários, qualquer, tudo, qual, outrem, nada, mais, que, quem, um.
Ex: Receba mais propostas e tantos elogios.
Ex: Muita gente não chegou a tempo de fazer a prova.
Ex: O professor tem pouco dinheiro.
Ex: Vamos tentar mais dieta, menos doces.
Ex: Nada é por acaso, tudo foi escrito.
Atenção à palavra bastante, que pode ser confundida com um advérbio:
Ex: Tenho bastante talento. (modifica substantivo, é pronome indefinido adjetivo). X
Ex: Já temos bastantes aliados (modifica substantivo, é adjetivo: “suficiente”). X
Ex: Sou bastante talentoso (modifica adjetivo, é advérbio).
Ex: Estudei bastante (modifica verbo, é advérbio).
Ex: Ela é bastante bonita (modifica adjetivo, é advérbio).
As palavras certo e bastante são pronomes indefinidos quando vêm antes do substantivo e serão adjetivos quando vierem depois do substantivo.
Quero certo (determinado) modelo de carro x Quero o modelo certo de carro (adequado).
Tenho bastante (muito) dinheiro X Tenho bastante dinheiro (suficiente)
Pronomes possessivos:
São eles: meu(s), minha(s), nosso(s) nossas; teu(s), tua(s), teu(s), tua(s): seu(s), sua(s). (Obs: Dele(a)(s) não são pronomes possessivos) Delimitam o substantivo.
Concordam com o substantivo que vem depois dele e não concordam com o referente.
O pronome possessivo vem junto ao substantivo, é acessório, tem função de adjunto adnominal.
Valor possessivo do pronome oblíquo (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos): Apertou-lhe a mão (sua mão); beijou-me a testa (minha testa); penteou-lhes os cabelos (cabelos dela).
Pronomes demonstrativos:
Pronomes demonstrativos apontam, demonstram a posição dos elementos a que se referem no tempo, no espaço e no texto. Ex: Este, Esse, Isto, Aquilo, O (e flexões)
Tempo:
este(s), esta(s), isto: indicar tempo presente:
Ex: Este domingo vai ter jogo do Barcelona. Ex: Neste verão viajarei para o Caribe.
esse(s), essa(s), isso: indicar passado recente:
Ex: Esse domingo teve jogo do Barcelona.
Ex: Nesse verão sofri demais com o calor.
aquele(s), aquela(s), aquilo: indica passado ou futuro distante:
Ex: Aquela década de 70 foi completamente perdida.
Ex: Aquele intercâmbio que faremos em 10 anos será caríssimo.
Espaço:
este(s), esta(s), isto: aponta para referente perto do falante:
Ex: Este violão aqui na minha mão é de madeira profunda. Ex: Estes meus cabelos são uma verdadeira palha.
esse(s), essa(s), isso: apontado para perto do ouvinte:
Ex: Esse violão na sua mão é de madeira aí profunda. Ex: Isso é roupa que se vista num casamento?
aquele(s), aquela(s), aquilo: aponta para longe do falante/ouvinte:
Ex: Aquela pintura lá em cima é um afresco.
Ex: Aquilo não é um pássaro, nem um avião; é só um balão caindo.
Nesses casos acima, como a referência é feita no espaço e no tempo, fora do texto, dizemos que esses pronomes estão sendo utilizados com função exofórica (fora) ou dêitica.
Texto:
este(s), esta(s), isto: aponta ao que será considerado (anúncio):
Ex: Esta é sua nova senha: 95@173xy; memorizar-a.
Ex: Isto é o que importa: estudar e mudar de vida para sempre!
esse(s), essa(s), isso: aponta para o que já foi mencionado:
Ex: João passou em primeiro lugar, esse cara é bom.
Ex: Dinheiro, sucesso, prestígio, isso tudo é sim importante (resumitivo).
aquele(s), aquela(s), aquilo: aponta para o antecedente mais distante, enquanto este aponta para o mais próximo:
Ex: João e Maria são concursados, este do Bacen, aquele do TCU.
Ex: Aquilo não é um pássaro, nem um avião; é só um balão caindo.
Referência Anafórica e Catafórica do Pronome.
Quando um pronome retorna algo que já foi indicado, dizemos que tem função anafórica. Quando anuncia ou se refere a algo que ainda está para ser dito, tem função catafórica.
Ex: Não gosto de estudar. Apesar disso, estudei muito.
Ex: Eu só pensei nisso: passar no concurso.
As palavras o, a, os, as também podem ser pronomes demonstrativos, geralmente quando antecedem um pronome relativo. Veja:
Ex: Quero o que está em promoção. (aquilo)
Ex: Comprei as camisas que você me pediu. (aquelas)
Ex: Entre as cuecas, comprei a de algodão. (aquela)
Ex: Sabia que devia estudar, mas não o fiz. (isso)
Pronomes relativos: Que, O(a) qual(s), cuja, onde, aonde, quem.
O pronome “quem” sempre se refere a uma pessoa ou ente personificado e sempre é precedido por preposição.
Ex: Essa é a pessoa a quem me referi.
Ex: Essa é a pessoa de quem falei.
O pronome “cujo” tem como principais características:
Indica posse e sempre vem entre dois substantivos, possuidor e possuído;
Não pode ser seguido de artigo, mas pode ser antecipado por preposição; (Para lembrar: nada de cujo o, cuja a, cujo os, cuja as...) Não pode ser substituído por outro pronome relativo.
Ex: Vi o filme cujo diretor ganhou o Oscar.
Ex: Vi o filme a cenas que você se referiu.
Tem função de adjunto adnominal em 99% dos casos, porque indica posse.
Porém, pode ser complemento nominal, em estruturas em que se refira o substantivo abstrato: Eu foco no PDF cuja leitura é fundamental. (a leitura do PDF). O termo sublinhado se refere à leitura, que é substantivo abstrato derivado de ação. O livro é lido. Sentido passivo. Nesse caso raro, o cujo tem função de Complemento Nominal!
O pronome relativo “cujo” faz referência ao termo que aparece depois dele, então, tem função catafórica.
O pronome relativo “onde” só pode ser usado quando o antecedente indica lugar físico, com sentido de “posicionamento em”. Então é utilizado com verbos que pedem “em”.
Ex: A academia onde treino não tem aulas de MMA.
Veja que é errado usar o lugar para outra referência que não seja lugar físico.
Ex: Essa é a hora onde o aluno se desespera.
Ex: Essa é a hora em que/na qual o aluno se espera.
O pronome relativo “aonde” é usado nos casos em que o verbo pede a preposição “a”, com sentido de “em direção a”.
Ex: Vou aonde eu quero.
O pronome relativo ao arcaico “donde”, que equivale a “de onde”, é usado nos casos em que o verbo pede a preposição “de”, com sentido de “procedência”.
Ex: Volto onde eu quiser quando eu quiser.
O pronome relativo “como”, é usado quando o antecedente para palavras como forma, modo, maneira, jeito, ou outra, com sentido de “modo”.
Ex: Não aceito o jeito como você fala comigo.
Ex: Não aceito o jeito de você falar comigo.
O pronome relativo “quando”, é usado nos casos em que o antecedente tenha sentido de “tempo”.
Ex: Sinto saudade da época quando eu não tinha preocupações.
O pronome relativo “quanto”, é usado nos casos em que o antecedente tenha sentido de “quantidade”.
Ex: Conseguir tudo o que queria, exceto tempo para desfrutar.
Temos que ter atenção à preposição que o verbo vai pedir, lembre-se de que temos que enxergar sintaticamente o relativo como o próprio termo a que se refere:
Ex: O menino a que me referi morreu. (referi-me “a” que= o menino=)
Ex: O escritor de tais poemas gosto morreu. (gosto “de” normativo=poemas do escritor)
Ex: Esqueci o valor com quanto concordei (concordei “com” quanto=o valor).
Observe que se o verbo pedir preposição, este deve vir antes do pronome relativo!
Funções sintáticas do Pronome Relativo “que”:
Método: Veja a função sintática daquele termo retomado; se for, por exemplo, sujeito, então o “que” será sujeito”
Sujeito: Estes são os atletas que representam o nosso país.
Objeto Direto: Comprei o fone que você queria. Objeto Indireto: Este é o curso que preciso.
Complemento Nominal: Estes são os medicamentos que ele tem necessidade.
Predicativo do Sujeito: Ela era a esposa que muitos gostariam de ter.
Agente da Passiva: Este é o animal que fui atacado.
Adjunto Adverbial: O acidente ocorreu no dia em que eles chegaram. (adjunto adverbial de tempo).
Pronome de tratamento: concordam com a terceira pessoa, mas se referem à segunda. O macete é pensar na concordância com o pronome “Você”.
Vossa senhoria nomeará seu substituto. (E não Vosso ou Vossa. Concordância com senhoria, o núcleo da expressão.)
Os Adjetivos e Locuções de voz passiva concordam com o sexo da pessoa a que se refere, não com o substantivo que compõe a locução (Excelência, Senhoria).
Sua Excelência X Vossa Excelência
Usamos “Sua Excelência” para se referir a uma terceira pessoa e “Vossa Excelência” para nos referirmos diretamente à autoridade.
Verbos
Presente do indicativo: “hoje eu________”: Hoje eu corro/hoje começa/hoje nasce...
Levantar Beber Cair
Eu Levanto Bebo Caio
Tu Levantas Bebes Cais
Ele Levanta Bebe Cai
Nós Levantamos Bebemos Caímos
Vós Levantais Bebeis Caís
Eles Levantam Bebem Caem
Semântica: Indica um fato que ocorre no momento em que se fala. Veja os sentidos que seu uso pode implicar.
Fato permanente, verdade atemporal: A água ferve a 100 graus Celsius.
Hábito ou rotina: Eu corro e nado todo dia.
Fato pontual: Ele está ranzinza hoje.
Futuro próximo: Game of Thrones começa hoje à noite.
Presente histórico: Em 1908, nasce o mito. (dá caráter de atualidade)
Pretérito Perfeito do indicativo: Pense “ontem eu______”. Ontem eu levantei/ele
bebeu/eles caídos...
Levantar Beber Cair
Eu Levantei Bebi Caí
Tu Levantaste Bebeste Caíste
Ele Levantou Bebeu Caiu
Nós Levantamos Bebemos Caímos
Vos Levantastes Bebestes Caístes
Eles Levantaram Beberam Caíram
Semântica: Na sua forma simples, indica um fato perfeitamente acabado no passado, ação concluída antes do momento da fala. Pense “ontem eu______”. Ontem levantei/ele bebeu/eles caíram...
Veja os sentidos que seu uso pode implicar.
Fato que teve início e fim no passado próximo ou distante.
Ex: Li duas aulas de constitucional hoje.
Ex: Li muitos livros na minha infância.
O pretérito perfeito composto expressamente uma ação que começou no passado e se prolonga até o presente.
Ex: Tenho levantado cedo todos os dias ultimamente.
Pretérito Imperfeito do indicativo: “antigamente eu_____”: Antigamente eu bebia/eles caíram/elas levantavam...
Levantar Beber Cair
Eu eu levantava eu bebêbia eu caía
Tu tu levantavas tu bebes tu caías
Ele ele gritou ele bebeu ele caiu
Nós nos levantávamos nós bebíamos nós caíamos
Vos vós levantáveis vós bebês vós caíeis
Eles eles levantaram eles bebiam eles caíram
Veja os sentidos que seu uso pode implicar.
Fatos repetidos, frequentes, habituais no passado:
Ex: Antigamente eu estudei todo dia e ainda malhava.
Ex: Quando eu era pequeno, eu perdi a vida chata.
Uma ação que estava ocorrendo (ação durativa ou contínua) quando outra (instantânea) aconteceu.
Ex: Eu estava dormindo quando o cachorro latiu.
Ação planejada, esperada, que não se realizou.
Ex: Eu pretendi começar hoje o curso, porém foi tudo cancelado.
Ex: Quando eu pretendi avisar, já era tarde demais.
Pretérito mais-que-perfeito do indicativo:
Levantar Beber Cair
Eu eu levantara eu um pouco eu caira
Tu, tu levantas, tu algumas, tu caíras
Ele ele falou ele um pouco ele caiu
Nós nós levantáramos nós bebêramos nós caímos
Vós vós levantáreis vós bebêreis vós caíreis
Eles eles levantaram eles beberam eles caíram
Indica um evento perfeitamente acabado antes de outro no passado.
Ex: Quando cheguei ao ponto, o ônibus já passou.
Ex: Já passou das dez quando o táxi chegou.
Fique atento, sua terminação é –RA.
O mais que perfeito composto é formado pela locução Tinha/Havia+Particípio. Equivale ao simples –RA.
Ex: Quando cheguei ao ponto, o ônibus já havia passado.
Ex: Já tinha passado das dez quando o táxi chegou.
Futuro do presente do indicativo: “amanhã eu______”: eu farei/ele levantará/eles cairão...
Levantar Beber Cair
Eu eu levantarei eu beberei eu cairei
Tu tu levantarás tu beberás tu cairás
Ele ele levantará ele beberá ele cairá
Nós nós levantaremos nós beberemos nós cairemos
Vós vós levantareis vós certamenteeis vós caireis
Eles eles levantarão eles beberão eles cairão
Indica fato futuro em relação ao momento da fala.
Ex: Passarei no concurso dos meus sonhos.
Indica também um futuro considerado certo por quem fala:
Ex: O táxi chegará às 23h.
Também pode indicar incerteza ou dúvida.
Ex: Será que a prova vai ser fácil?
Futuro do pretérito do indicativo: (TERMINAÇÃO –RIA). “se eu pudesse, eu_____”
(levantaria, beberia, cairia, viajaria...)
Levantar Beber Cair
Eu eu levantaria eu beberia eu cairia
Tu tu levantarias tu beberias tu cairias
Ele ele levantaria ele beberia ele cairia
Nós nós levantaríamos nós beberíamos nós cairíamos
Vós vós levantaríeis vós beberíeis vós cairíeis
Eles eles levantariam eles beberiam eles cairiam
Indica fato futuro em relação a outro fato, no passado. O marco temporal é passado, não é o momento da fala.
Ex: Eu disse que você conseguiria. (primeiro eu disse, depois que você conseguiu)
Assim como o futuro do presente, pode expressar incerteza e dúvida:
Ex: Quem seria capaz de acertar essa questão?
Pode ser usado para expressar polidez em pedidos e conselhos.
Ex: Poderia me ajudar?/Seria bom você estudar mais português./ Quem gostaria de uma sobremesa?
Presente do subjuntivo: “Maria quer que eu______” (que eu faça, que eu fale, que eu mate,
que eu caia, que eu suba, que eu bebe...)
Levantar Beber Cair
Eu que eu levantei que eu bebe que eu caia
Tu que tu levantes que tu bebês que tu caias
Ele que ele levantou que ele bebe que ele caiu
Nós que nós nos levantamos que nós bebemos que nós caiamos
Vós que vós levanteis que vós bebais que vós caiais
Eles que eles levantem que eles bebam que eles caiam
Indica possibilidade, incerteza, no presente ou no futuro:
Sua terminação é A/E.
Ex: Temo que a prova venhA difícil./ Não quero que você fume mais.
Observe a diferença entre o uso do modo indicativo e do modo subjuntivo:
Ex: Alunos que estudam passam mais rápido. (indicativo>certeza)
Ex: Alunos que estudam passam mais rápido. (subjuntivo>dúvida)
Pretérito imperfeito do subjuntivo: Se eu_______ (pudesse,
.
Rescisão –SSE. Muito utilizado relacionado ao fut.do. pretérito (-ia)
Levantar Beber Cair
Eu se eu levantasse se eu bebesse se eu caísse
Tu se tu levantasses se tu bebesses se tu caísses
Ele se ele levantasse se ele bebesse se ele caísse
Nós se nós levantássemos se nós bebêssemos se nós caíssemos
Vós se vós levantásseis se vós bebêsseis se vós caísseis
Eles se eles levantassem se eles bebessem se eles caíssem
Denota ação posterior a outro fato na oração principal:
Ex: Duvidei que minha vó bebesse tanta tequila. / Gostaria que eles se levantassem.
Denota condição ou desejo:
Ex: Se ela estudasse todo dia, passaria em qualquer prova.
Futuro do subjuntivo: “quando eu______”... (fizer, quiser, puser, entretiver) Muito utilizado relacionado ao fut.do. presente (-ei/á)
Ex: quando eu puder, farei/ quando ela souber, dirá
Levantar Beber Cair
Eu quando eu levantar quando eu beber quando eu cair
Tu quando tu levantas quando tu bebes quando tu caires
Ele quando ele levanta quando ele bebe quando ele cai
Nós quando nós levantamos quando nós bebemos quando nós caímos
Vós quando vós levantardes quando vós beberdes quando vós cairdes
Eles quando eles levantam quando eles bebem quando eles caem
Denota ação eventual ou hipotética no futuro:
Ex: Quando você me pagar, eu entregarei o produto. / “Se eu quiser falar com Deus, tenho que ficar a sós”
Propor (Infinitivo) x Propuser (futuro do subjuntivo)
Entreter (Infinitivo) x Entretiver (futuro do subjuntivo)
Ver (Infinitivo) x Vir (futuro do subjuntivo)
Vir (Infinitivo) x Vier (futuro do subjuntivo)
Essa diferença vale para os verbos calculados de por, ter, ver e vir!!
Na dúvida: Troque pelo verbo fazer:
Ex: Quando eu entregar (fizer) o trabalho, ficarei tranquilo. (futuro do subjuntivo)
Ex: Para entregar (fazer) o trabalho, faço horas extras. (infinitivo)
Imperativo:
O imperativo afirmativo é todo derivado do subjuntivo. No imperativo negativo, com “tu” e “vós”, teremos a mesma conjugação do presente do indicativo, só que sem o “S”: Tu bebes e Vós bebeis vão virar no imperativo bebe tu e bebei vós.
Levantamento Afirmativo Beber Cair
Tu levanta tu bebe tu cai tu
Ele (você) levante ele bebe ele caia ele
Nós nos levantamos nós bebemos nós caiamos nós
Vos levantai vós, bebei vós caí vós
Eles levantem eles bebam eles caiam eles
💾GRAVE: estão corretas as formas Faze tu ou Faz tu; Conduza ou conduza você; Sê tu/Sede vós.
Verbos de Ligação
Os verbos que indicam ação são chamados de "nocionais. Os verbos de ligação, por sua vez, são chamados verbos de estado ou verbos relacionais.
Estado permanente:
Ex: Minha mãe é mal humorada
Estado continuado:
Ex: Minha mãe continua/permanece mal-humorada
Estado transitório/circunstancial:
Ex: Minha mãe está feliz.
Ex: Minha mãe anda silenciosamente ultimamente.
Mudança de estado:
Ex: Minha mãe ficou mal humorada.
Ex: Minha mãe tornou-se organizada por causa do concurso.
Ex: Minha mãe virou síndica do prédio.
Estado aparente:
Ex: Minha mãe parece distraída.
OBS: O fato de um verbo de estado permanente estar no passado não faz dele um estado temporário!
Verbos importantes
Aqui veremos verbos que servem de “modelo” e os que derivam (ou não) deles.
Verbos terminados em EAR/IAR
Os verbos encerrados em IAR são regulares. Siga o verbo “criar”.
Os verbos encerrados em EAR são irregulares. Siga o verbo passear, NAS FORMAS EM QUE TEMOS “I”
PRESENTE INDICATIVO PRESENTE SUBJUNTIVO IMPERATIVO AFIRMATIVO
Eu passeio que eu passeie NÃO HÁ
tu passeias que tu passeies passeia tu
ele passoua que ele passoue passoue ele
nós passamos que nós passamos nós passamos nós
vós passeais que vós passeeis passeai vós
eles passaramam que eles passaramem passaramem eles
Verbos profissionais (exceções MARIO!)
Mediador
Ansiar
Remediar Por exceção, se conjugam como passear/odiar
Incendiar/intermediar (Acostume-se: medeio, anseio, remedeio, incendeio, odeio) Odiar
Provir
Intervir
Convir Se conjugam como vir
Advir
Sobrevir
(Acostume-se: ele conveio, ele interveio, se ele proviesse, se ele adviesse, quando ele interviesse...
Prover x Provir
"Prover" significa "tomar exceções", "providenciar", "fornecer", conjuga-se pelo verbo "ver" nos tempos presentes (vejo/provejo; vê/provê; vêem/provêem) e é regular nos outros tempos (se eu provesse).
Em suma, “PROVER” é igual ao “ver” nos tempos presentes e igual a “beber” nos outros tempos. Fique ligado!!
"Provir" significa “ter origem de”, "descendente", "derivar", "resultar", conjuga-se pelo verbo "vir" (vem/provém; veio/proveio; vêm/provém; viesse/proviesse).
Memorizar: Quando... eu vir; você vires; ele vem; nós virmos; vós virdes; eles virem.
Ver, ter e derivados
Prever
Antebraço
Rever Se conjugam como ver
Telever
Entrever
Os demais verbos terminados em VER são regulares. Porém, temos a seguinte diferença: Se eu visse, se eu antevisse, se eu prescrevesse...
Deter
Entreter
Manter
obter
Reter Se conjugam como ter
Abster
Conter
Mais tarde
Irmã
VIR e TER possuem as mesmas desinências. Trazem acento diferencial de número: Ele tem/vem; Eles têm/vêm. O mesmo vale para os resultados. OBS: Abater não é derivado de “ter”: abateram/tiveram.
Memorize a conjugação abaixo. Despenca em prova. ☔☔☔
Quando... eu tiver, tu tiveres, ele tiver, nós tivermos; vós tivéreis; eles teriam. Se... eu tive, tu tives, ele teve, nós tivéssemos, vós tivésseis; interessa.
Quando... eu vier, tu vieres, ele vier, nós viermos; vós vierdes; eles vierem.
Se... eu viesse, tu viesses, ele viésse, nós viéssemos, vós viésseis; eles viem.
Verbo Por e derivados
O verbo pôr (ainda acentuado) segue a forma da segunda conjugação: Eu ponho, tu pões, ele põe, nós pomos, vós pois, eles põem...
Entrepor
Apoie
Compor
Relatório
Opor
Transporte Se conjugam como Pôr
Interpor
Dispor
Importar
Sobrepor
Verbo Aderir e similares
Polir
Aderir
Repelir Se conjugam como Ferir
Transferir
Expelir
Vamos relembrar: Eu firo, tu feres, ele fere, nós ferimos, vós feris, eles ferem...Que... eu fira, tu firas, ele fira, eles firam, vós firais, eles firam...
Também segue essa conjugação os verbos anunciar, competir, convergir, divergir, despir, digerir, gerenciar, mentir, perseguir, sugerir, vestir.
Essas conjugações aparecerão em geral quando o verbo vier conjugado no subjuntivo, em função de algumas conjunções: se/que/quando/caso/embora/ainda que... Grave essas “bases”, pois elas serão nas questões.
Ter- TIVE+DESINÊNCIA: se tivesse, quando tiver...
Por- PUSE+DESINÊNCIA: Se puser, quando supuséramos...
Requerer- REQUERE+DESINÊNCIA: Se requeresse, quando requereu...
Precaver- PRECAVE+DESINÊNCIA: Se precavesse, quando precaveu...
Prover- PROVE+DESINÊNCIA: se provesse, quando proveu...
Ver-VI+DESINÊNCIA: se visse, quando víssemos, se vir...
Vir-VIE+DESINÊNCIA: se viessemos, quando vier, se vierem...
Verbo REQUERER
Presente do indicativo: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, necessitam.
Pretérito perfeito do indicativo: requeri, requereste, requereu, requeros, requerestes, requereram.
Pretérito imperfeito do indicativo: requeria, requerias, requeria, requeríamos, requeríeis, requeriam.
Pretérito mais-que-perfeito do indicativo: requerera, requereras, requerera, requerêramos, requerêreis, requereram.
Futuro do presente do indicativo: requererei, requererás, requererá, requereremos, requerereis, requererão.
Futuro do pretérito do indicativo: requereria, requererias, requereria, requereríamos, requereríeis, requereriam.
Presente do subjuntivo: requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais, requeiram.
Pretérito imperfeito do subjuntivo: requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos, requerêsseis, requeresse.
Futuro do subjuntivo: requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes, requererem.
Imperativo afirmativo: requer(e), requeira, requeiramos, requerei, requeiram.
Imperativo negativo: não requeiras, não requeira, não requeiramos, não requeirais, não requeiram. Infinitivo pessoal: requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes, requererem.
Verbos vicários: (Fazer, Ser)
São aqueles que são usados no lugar de um verbo mencionado acima, para evitar a reprodução. Normalmente vêm acompanhados de um pronome demonstrativo o, que retoma a ação ou o evento da oração anterior.
Ex: Eu poderia ter fugido, mas não o fiz. (“o fiz” retoma “ter fugido”, isto é, FAZER retoma FUGIR)
Ex: Se você não estudou foi porque teve preguiça. (“foi” retoma “teve preguiça”/ OBS: “foi” é expletivo!)
Verbos Pronominais:
São aqueles que trazem um pronome “integrante” do verbo e que não podem ser conjugados sem ele.
Normalmente indicam sentimentos: Alegrar-se, irritar-se, arrepender-se, atrever-se, assemelhar-se, candidatar-se, dignar-se, esforçar-se; reclamar-se; refugiar-se, suicidar-se, estreitar-se...
Normalmente, uma pergunta bancária se o “SE” é voz passiva. Nesse caso, observe se o verbo é VTD. Além disso, verifique se o sentido é passivo ou até reflexivo.
Formas nominais do verbo: Gerúndio, Particípio e Infinitivo.
Ex: O meu viver é minha esposa.
(viver está substantivado, precedido de artigo, como sujeito)
Ex: A quantidade investida é altíssima.
(investida qualifica o substantivo substantivo, como adjetivo)
Ex: Chegando a visita, convide-a para sentar.
(chegando=quando chegar, circunstância de tempo, adverbial)
Infinitivo pessoal x impessoal:
O infinitivo pode ser pessoal, quando tem sujeito; ou impessoal, quando não tem. O infinitivo impessoal, não flexionado, não concorda com nenhum termo, pois enuncia uma ação vaga, sem agente determinado.
O fato de estar no singular não quer dizer que seja impessoal, pois pode estar flexionado no singular porque seu sujeito é singular. Quando há sujeito explícito para o infinitivo, o verbo deve concordar com ele.
Ex: É importante estudarmos para a prova.
(sujeito explícito na desinência-mos=nós; o infinitivo concorda com ele)
Ex: É importante estudar para a prova.
(Quem estudar? A ação é vaga, indeterminada, não há sujeito para concordar)
Ex: É importante ele estudar para a prova.
(sujeito explícito no pronome; o infinitivo concorda com “ele”, no singular! Atenção!! É pessoal, singular não significa necessariamente impessoal!)
Nas locuções verbais ou infinitivo não se flexiona, o verbo auxiliar é que se flexionará para concordar com o sujeito.
Carga semântica do gerúndio
O gerúndio geralmente indica uma ação continuada ou ações que ocorrem simultaneamente. Mas, em questões de concurso, geralmente também são cobrados outros sentidos: Tempo, Condição, Modo e Causa.
Ex: Chegando ao banco, se assustou com a fila. (Tempo: se assustou quando chegou ao banco.) Ex: Lavando a louça, deixo você sair. (Condição: se lavar a louça, poderá sair.)
Ex: Desenvolveu a memória fazendo exercícios.
Ex: Estudando com dedicação por anos, foi aprovado em primeiro lugar. (Causa: foi aprovado em primeiro lugar porque foi estudado por anos.)
Atenção: as diferenças às vezes podem parecer sutis, mas é preciso conhecer as possibilidades que o banco explora.
Particípios Abundantes
Há verbos que trazem mais de um particípio, um regular, terminado em –do, e um não regular, que podem ter diversas terminações. Isso sempre gera muita dúvida no dia a dia e nas provas. Segue uma pequena lista deles.
INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR
Aceitar aceito Aceito
Ascensão Acendido Aceso
Afligir Afligido Aflito
Assentar Assentado Assento
Corrigir Corrigido Correto
Encher Enchido Cheio
Entregar Entregue
Expressar Expressado Expresso
Extinguir Extinguido Extinto
Fixar Fixado Fixo
Fritar Fritado Frito
Limpar Limpado Limpo
Misturar Misturado Misto
Morrer Morrido Morto
Pagar Pagado Pago
Submeter Submetido Submisso
Suspensório Suspendido Suspenso
Tingir Tingido Tinto
Vagar Vagado Vago
Impressão
A regra é simples: com os particípios com terminação regular –do serão usados com os verbos TER/HAVER:
Ex: Tenho pago minhas dívidas em subsídio automático.
Ex: Eu nunca tive aceitação de boas críticas.
Os particípios irregulares, com outras terminações, por exceção, serão usados com os verbos SER/ESTAR:
Ex: O boleto foi pago em dinheiro vivo.
Ex: Estive suspenso do trabalho, por desafiar ordens sem sentido.
Correlação Verbal
Grave especialmente essas duas: resolvam a maior parte das questões:
Se eu pudesse, faria/ Se eu pudesse, farei
Ex: Se eu tivesse esse carro, já teria morrido.
Ex: Vi que você trouxe um presente.
Ex: Sugiro que procura um psiquiatra.
Ex: Sugeri que procurasse um psiquiatra.
Ex: Espero que tenha procurado um psiquiatra.
Ex: Esperei que tivesse tentado um psiquiatra.
Vozes verbais
Voz passiva analítica ou pronominal (verbo ser+particípio)
Na conversão da voz ativa para a passiva, o sujeito da voz ativa vira o agente da passiva. O objeto direto da ativa vira sujeito paciente para passiva.
Ex: O desafiante derrotou o campeão (voz ativa)
Sujeito objeto direto
Ex: O campeão foi derrotado pelo desafiante. (voz passiva analítica)
Suj Paciente Ser + Participação Agente da passiva
Voz passiva sintática (VTD ou VTDI+ se):
Ex: Derrotou-se o campeão, terminou-se as esperanças.
Pron. Suj.paciente Pron. Suj.paciente
Apassivador Apassivador
A voz passiva está ligada à existência de um OD que existe na ativa. Não é possível voz passiva com VTI, VI, VL e verbos que já possuem sentido passivo: Ex: levar, ganhar, receber, tomar, aguentar, sofrer, pesar (massa), ter (posse), haver (impessoal). Esses verbos, quando vêm com “SE”, geralmente têm sujeito terminado.
CUIDADO: às vezes o sujeito paciente tem a maior “cara” do objeto direto. Lembre-se. Na voz passiva, não há mais o objeto direto que havia na ativa. Ele vira SUJEITO!
Não se espera novo concurso em 2017 (O termo destacado é SUJEITO PACIENTE)
Não se espera que o governo resolva tudo sozinho (A oração destacada é SUJEITO PACIENTE)
Veja abaixo algumas diferenciações muito importantes para sua comprovação:
Sintaxe
Vejamos aqui as principais funções sintáticas e detalhes que são cobrados em prova:
Sujeito:
Simples: 1 núcleo/ Composto: + de 1 núcleo.
Indeterminado: 3ª Pessoa do Plural (Dizem que ele morreu) ou VI/VTI+SE (Vive-se bem aqui/Gosta-se de cães na China)
Desinencial: Vem implícito na terminação da palavra: Estudamos hoje (nós)
O sujeito pode ter forma de:
Nome: O menino é importante.
Pronome: Ele é importante. Alguns desistiram. Aquilo é bonito demais.
Oração: Estudar é importante (oração reduzida). Que se estudasse mais era necessário. (sujeito oracional e passivo. A oração está desenvolvia, introduzida por conectivo)
Oração sem sujeito:
Fenômenos da natureza: Ex: Choveu ontem/ Ex: Anoiteceu.
Estar/fazer/haver impessoal com sentido de tempo ou estado.
Ex: Faz tempo que não vou à praia.
Ex: Faz frio em Corumbá.
Ex: Há tempos são os jovens que adoecem.
Ex: Está quente aqui.
O verbo haver impessoal vem sempre no singular e “contamina” os verbos auxiliares que formam locução com ele. Ex: Deve haver mil pessoas aqui.
Predicativo do Sujeito: Indica estado/qualidade/característica do sujeito.
Ex: Fulana é bonita (VL)/ Ele tornou-se chefe (VL)/ João saiu contente (VI)
Objeto direto: complemento verbal sem preposição. Pode ter forma de:
Nome: Não vimos a cena.
Pronome: Ele nos deixou aqui.
Oração: Espero que estudem.
Preposicionado: Amava a Deus/ Deixei a quem me magoava/ Vendi a nós mesmos.
OD Pleonástico: As frutas, já as comprei.
(O pronome “quem” e os pronomes oblíquos tônicos são casos de OD preposicinados)
Objeto indireto: complemento verbal com preposição. (a, de, em, para, com)
Pode ter forma de:
Nome: Gosto de comida./Penso em comida/ Concordo com o policial.
Pronome: Gosto disso./ Ela obedeceu-lhe. (a preposição está implícita)
Oração: Duvidava (de) que ele fosse passar.(essa preposição pode ser suprimida)
OI Pleonástico: Ao pastor, não lhe dei nenhum dinheiro. (ele=ao pastor)
Predicativo do Objeto: atribui característica ao complemento verbal.
Consideri/Julguei o réu suspeito. (predicativo do OD)
Chamei o médico de mentiroso. (predicativo do OI)
Adjunto adverbial:
Se refere ao verbo para trazer uma ideia de circunstância, como tempo, modo, causa, meio, lugar, instrumento, motivo, oposição...
Ex: Ele morreu por amor. (adjunto adverbial de motivo) Ontem (adjunto adverbial de tempo) de fome (adjunto adverbial de causa)
aqui (adjunto adverbial de lugar)
só (adjunto adverbial de modo)
Agente da passiva:
Ex: Eu comprei um carro>Um carro foi comprado por mim.
Sujeito Verbo OD Sujeito Locução agente da passiva agente Voz ativa paciente voz passiva
O agente da passiva geralmente é omitido na passiva sintética e também pode ser introduzido pela preposição “de”.
Adjunto adnominal:
Ex: Os três carros populares do meu pai foram carregados pela chuva.
Os termos destacados são adjuntos adnominais, pois ficam junto ao nome dos carros e atribuem a ele características como quantidade, qualidade, posse...
Complemento nominal:
Termo preposicionado ligado ao nome (substantivo, adjetivo, advérbio) que possui transitividade. Parece um objeto indiretamente, mas não complementa verbo.
Adjunto adnominal X Complemento Nominal
pus:
O complemento nominal se liga a substantivos abstratos, adjetivos e advérbios. O adjunto adnominal só se liga a substantivos. Então, se o termo preposicionado se ligar a um adjetivo ou advérbio, não há dúvida, é complemento nominal.
O complemento nominal é necessariamente preposicionado, o adjunto pode ser ou não. Então, se não tiver preposição, não há como ser CN e vai ter que ser Adjunto.
O Complemento nominal se liga a substantivos abstratos (Sentimento; ação; qualidade; estado e conceito). O adjunto adnominal se liga a nomes concretos e abstratos. Então, se o nome for um substantivo concreto, terá que ser adjunto e será impossível ser CN.
Se for substantivo abstrato e a preposição para qualquer uma que não seja “de”, será CN. Se a preposição for “de”, teremos que analisar os outros aspectos.
Semelhanças:
Essas duas funções sintáticas só ficam parecidas em um caso: substantivo abstrato com termo preposicionado (“de”) ligado a ele. Nesse caso, teremos que ver alguns critérios de distinção.
O termo preposicionado tem sentido agente: adjunto adnominal.
O termo preposicionado pode ser substituído por uma palavra única, um adjetivo: adjunto adnominal.
O termo preposicionado tem sentido paciente, de alvo: Complemento Nominal.
O termo preposicionado pode ser visto como um complemento verbal se aquele nome for transformado numa ação: Complemento Nominal. Isso ocorre porque o complemento nominal é “como se fosse” o objeto indireto de um nome.
Adjunto Adnominal x Complemento Nominal
Substituível por adjetivo
perfeitamente equivalente Não pode ser substituído por um adjetivo perfeitamente equivalente
Substantivo Concreto. Também pode ser Resumo com sentido ativo, de posse, ou pertinência. Se for concreto, só pode ser adjunto. Só complementa Substantivo Abstrato (Sentimento; ação; qualidade; estado e conceito).
Só modifica substantivo: Então, termo preposicionado ligado a adjetivo e advérbio nunca será adjunto adnominal. Refere-se a advérbio, adjetivos e
substantivos abstratos. Então, o termo preposicionado ligado a adjetivo e advérbio só pode ser Complemento Nominal.
Nem sempre preposicionado. Qualquer preposição, inclusive, pode indicar adjunto adnominal. Sempre preposicionado, em geral com a preposição de. Outras preposições vão indicar que é adjunto.
Classificações da Palavra “SE”
Pronome apassivador (PA): Vendem-se casas.
Partícula de indeterminação do sujeito (PIS): Vive-se bem aqui. Trata-se de uma exceção.
Conjunção integrante: Não quero saber se ele nasceu pobre. (não quero saber isso; introduza uma oração substantiva objetiva direta)
Conjunção condicional: Se eu posso, todos podem.
Pronome reflexivo: Minha tia se barbeia. Nesse caso, “se” tem função sintática de objeto direto, pois o sujeito e o objeto são a mesma pessoa. Acompanha verbos que indicam ações que podem ser praticadas na própria pessoa ou em outra. Não confunda com verbos pronominais, em que o “se” é parte integrante do verbo, como levantar-se, candidatar-se, suicidar-se, arrepender-se, materializar-se, considerar-se, formar-se, reclamar-se...
Pronome recíproco: Irmão e irmã se abraçaram. Nesse caso, equivaler a abraçar um ao outro e o “SE” terá função sintática de objeto direto.
Parte integrante de verbo pronominal (PIV): Candidatei-me à presidência e me arrependi/Certifique-se do horário. Esse “se” não tem função sintática, é parte integrante do verbo!
Partícula expletiva de realce: Vão-se minhas últimas economias. Foi-se embora.
Classificações da Palavra “QUE”
Conjunção consecutiva: Bebi tanto que passei mal.
Conjunção comparativa: Estudo mais (do) que você. (“do” é facultativo) Conjunção explicativa: Estudo, que o edital já vai sair.
Conjunção aditiva: Você fala que fala hein, meu amigo!
Locução conjuntiva: Estudo para que meu filho tenha uma vida melhor.
Preposição acidental: Tenho que passar o quanto antes. (equivale a “tenho de passar”)
Pronome interrogativo: (O) O que houve aqui? (“o” é palavrão)
Pronome indefinido: Sei que (quais) quero que você tenha com minha filha.
Pronome indefinido interrogativo: Não sei que (quais) quero que você tenha com minha filha. (forma uma interrogativa indireta, sem [?])
Substantivo: Essa mulher tem um quê de cigana. (sempre acentuado) Advérbio de intensidade: Que chato!
Partícula Expletiva: Fui eu que te sustentei, seu ingrato! (SER+QUE) Conjunção integrante: Quero que você se exploda!
Oração e Período
Frase é o enunciado que tem sentido completo, mesmo sem verbo. Ex: Fogo! Socorro!
Oração é uma frase que tem verbo.
Período simples é aquele com uma única oração; composto, aquele que tem mais de uma oração. Na coordenação, as orações são sintaticamente independentes. Na subordinação, a subordinada é dependente do principal, pois exerce função sintática em relação a ela.
Vejamos um período com orações coordenadas e subordinadas:
Que dia! 1Acordei atrasado para o trabalho e 2saí sem tomar café. 1Assim que saí, 2percebi 3que tinha esquecido meu celular, 4porque eu o tinha deixado em cima da mesa e nem percebeu... 1Apesar de ter esse contratempo, 2cheguei ao trabalho no horário. Sou sortudo demais ou não?
Primeiro período Segundo período. Terceiro Período
Frase nominal. 2 orações. 4 orações
Sem verbo unidas por cooperativas unidas por subordinação
Quarto período, Quinto período,
2 orações, 1 oração,
Unidas por subordinação período simples
composto por período detalhado:
1Acordei atrasado para o trabalho e 2saí sem tomar café.
Oração Independente Oração Independente
Oração principal Coordenada aditiva
Conjunção coordenativa aditiva
Ex: Acordei atrasado para o trabalho. (sentido completo, independência sintática)
Ex: Saí sem tomar café. (sentido completo, independência sintática)
1Apesar de ter esse contratempo, 2cheguei ao trabalho no horário.
Oração subordinada concessiva Oração principal
Oração dependente Oração Independente
Locução
Concessiva
Ex: Cheguei ao trabalho no horário. (sentido completo)
Ex: Apesar de ter esse contratempo... (sem sentido; fragmento; falta algo...)
Período misto: tem orações subordinadas e coordenadas, misturadas.
1Assim que saí, 2percebi 3que tinha esquecido meu celular, 4porque eu tinha deixado em cima da mesa e 5nem lembrei...
Orações Coordenadas:
As sindéticas podem ser conclusivas, explicativas, aditivas, adversativas e alternativas. (Mnemônico C&A).
Orações subordinadas coordenadas conclusivas, implementadas pelas conjunções logo, pois (deslocado, depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim, sendo assim, desse modo.
Ex: Estudei pouco, por conseguinte não passei.
Orações subordinadas coordenadas explicativas, induzidas pelas conjunções que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.
Ex: Estude muito, porquanto não vai ser fácil a prova.
Orações subordinadas coordenadas aditivas, introduzidas pelas conjunções e, nem (= e não), não só... mas também, não só... como também, bem como, não só... mas ainda. Ex: Comprei não só frutas, como legumes.
Orações subordinadas coordenadas adversativas, introduzidas pelas conjunções mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.
Ex: Estudei pouco, não obstante passei no concurso.
Orações subordinadas coordenadas alternativas, estimuladas pelas conjunções ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez.
Ex: Ou você mergulhou no projeto ou desistiu de vez. Seja por bem, seja por mal.
ORAÇÕES SUBORDINADAS:
1) Substantivas (introduzidas por conjunção integrante; substituíveis por ISTO; exercem função sintática típica de substantivo, como Sujeito, OD, OI...)
2) Adjetivas (introduzidas por pronome relativo; se referem ao substantivo antecedente; exercem papel adjetivo, ou seja, modificam substantivo)
3) Adverbiais (introduzidas pelas conjunções adverbiais—causais, temporais, concessivas, condicionais; tem valor de advérbio e traz sentido de circunstância da ação verbal, como tempo, condição...)
As orações diminutas são formas menores, pois não trazem esses “conectivos” (pronome relativo, conjunções). Seu verbo vem numa forma nominal: infinitivo, particípio, gerúndio.
1 -Subordinadas Substantivas diminutivas de infinitivo a) Subjetivas: Não é legal comprar produtos falsos.
b) Objetivas Diretas: Quanto a ela, dizem ter se casado.
c) Objetivas Indiretas: Sua vaga depende de ter constância no objetivo.
d) Predicativas: A única maneira de passar é estudar muito.
e) Completivas Nominais: Ele tinha medo de reprovar.
f) Apositivas: Só nos resta uma opção: estudamos muito.
2 -Subordinadas Adverbiais diminutas de infinitivo a) Causais: Passei em 1º lugar por estudar muito.
b) Concessivas: apesar de ter chorado antes, brilhou na hora da posse.
c) Consecutivas: Aprendeu tanto a ponto de não ter outra saída senão passar.
d) Condicionais: Sem estudar, ninguém passa.
e) Finais: Eu estudo para passar, não para ser estatística.
f) Temporais: Ao rever um ex-professor, se emocionou.
3 -Subordinadas Adjetivas diminutas de infinitivo
Quando acordei, encontrei o menino a cantar no quintal. (a cantar=cantando, sentido “durativo”)
Orações subordinadas substantivas:
Estava claro [que ele era atento.]
Estava claro [isto]
Isto foi claro. A oração tem função de sujeito.
Quero [que você se exploda!]
Quero [isto]
Quem quer, quer algo. A oração tem função de objeto direto.
Detalhe!!! O “se” também pode ser uma conjunção integrada. Veja:
Não sei [se ele estuda seriamente!]
Não sei [isto]
Quem sabe, sabe alguma coisa. A oração tem função de objeto direto.
Discordo [de que eles aumentam impostos].
Discordo [disto]
Quem discorda, discorda de alguma coisa. A operação funciona como objeto indireto.
A certeza [de que vou passar na prova] me alivia.
A certeza [disto] me alivia.
Quem tem certeza, tem certeza de alguma coisa. Esse substantivo é abstrato, indica um sentimento. Seu complemento preposicionado tem valor paciente, é alvo da certeza. A oração é um complemento nominal.
Quero apenas uma coisa: [que você passa!]
Quero apenas uma coisa: [isto]
A oração tem função de aposto explicativo do termo “coisa”. É uma oração apositiva, introduzida por dois pontos ou até vírgula, único caso em que uma oração subordinada substantiva pode ser separada por pontuação.
Orações subordinadas adjetivas:
Funciona como um adjetivo (menino que estuda = menino estudioso). São introduzidas por pronomes relativos (que, o qual, cujo, onde)
Podem ser restritivas, quando individualizam o nome em relação ao universo: Meu amigo que trabalha no TRT me ligou. (restringiu: há vários amigos, um é do TRT) Podem ser explicativas, caso em que virão marcadas por vírgula.
Meu amigo, que trabalha no tribunal, me ligou. (não há outros amigos: é explicativo)
A genética, que já vem sendo usada contra o câncer em diagnóstico e avaliações de risco, conseguiu, pela primeira vez, realizar o sonho das drogas 'inteligentes': impedir a formação de tumores
Oração subordinada Adjetiva Explicativa, introduzida pelo pronome relativo “que”.
Oração subordinada apositiva (aposto explicativo de “sonho”), introduzida por sinal de dois pontos (:) Por não ter conector, é chamada “assindética”.
Está reduzido de infinitivo.
Pontuação
1º Princípio Geral: Ordem Direta: SuVeCA.
Sujeito + Verbo + Complemento (+ Adjuntos)
Eu comprei uma bicicleta semana passada
Maria foi trabalhar de táxi
Nós gostamos de comer em rodízios
Como consequência, não separar:
Sujeito e seu verbo.
Verbo e seu complemento.
Complemento e seu adjunto.
Predicativo de seu sujeito ou objeto.
Nome do seu complemento ou adjunto Adnominal.
Conjunção subordinativa da restante da oração que ela inicia.
Qualquer termo que vier entre eles deve estar entre vírgulas, devidamente isolado para não interferir nessa ordem direta.
Sujeito,___ ,Verbo, ___ ,Complemento, ___ , Adjuntos, ___.
Pedro,___ ,comprou, ___ ,um carro, ___ , de corrida, ___.
Pedro, sem pensar muito, roubado, a prazo e sem poder pagar, um carro, que mais parecia uma nave, de corrida, ontem à noite — que louco!
2º Princípio geral: termos que indiquem algum tipo de “esclarecimento” devem ser intercalados por pontuação (vírgula, travessão, parênteses).
Usos da suíte:
Intercalação/deslocamento/anteposição:
De adjunto adverbial: Ele, assim que chegou, foi estudar/ Ele, bem cedo, foi estudar De conjunção coordenativa deslocada: Estudei. Não tive, portanto, dificuldades./ Errei muito, entretanto.
De retificação: Ele optou pela preguiça, isto é, não planejado/ Faça, ou melhor, não faça.
De explicação: China e EUA, entre outras potências, cresceram menos em 2017.
De oração interferente: Ele me contorno—isso que me deixou surpreso— que nunca viu o mar.
Isolar/Marcar:
Aposto: Diógenes, meu tio querido, é muito gentil. Fui ao Rio de Janeiro, uma cidade violenta.
Vocativo: Venham almoçar, crianças. /Amiga, você não vai acreditar.../Eleitor, vote em mim! Complemento pleonástico: Os problemas, já os resolvem./ Esse sujeito, já o vi antes.
Palavra denotativa: Todos desistiram, exceto eu./ Então, vai estudar ou não?/ Ninguém foi, só ele./ Ele, afinal, decidiu se aposentar? O menino, isto é, rapaz, não foi condenado.
Indicador Elipse (omissão de termo não referenciado): Na fila do banco, várias pessoas.
(omissão de “havia”)
Indicar Zeugma (omissão de termo já indicado): Eu gosto de violão; ela, de piano.
(omissão de “gosto”)
Anteposição de oração subordinada: Quando eu puder, ajudarei./ Que era difícil, eu já sabia.
Adjuntos adverbiais de pequena extensão podem vir sem vírgulas. Orações adverbiais antepostas à principal devem ser marcadas por vírgulas, mesmo quando curtas.
Ex: Hoje (,) eu vou beber até perder a memória. (vírgula facultativa)
Ex: Amanhã (,) vou acordar arrependido. (vírgula facultativa)
Ex: De tarde (,) quero descansar... (vírgula facultativa)
Ex: Embora fosse impossível (,) ela fez a fachada. (Vírgula obrigatória) Ex: Se tudo der certo (,) o dólar vai baixar. (Vírgula obrigatória)
Não se separa a oração subordinada substantiva do principal, salva a apositiva, que poder ter vírgula ou dois pontos:
Tenho um desejo apenas: passar no concurso.
As orações adjetivas explicativas são isoladas por vírgula. A retirada da pontuação muda o sentido, pois se torna “restritiva”.
Meu irmão, que mora em Roma, é médico. (Explicativa, com vírgulas) Meu irmão que mora em Roma é médico. (Restritiva, sem vírgulas)
Separar termos (palavras ou orações) da mesma função sintática numa enumeração:
Ex: Comprei frutas, legumes, cereais e carnes magras. (enumeração de itens; os termos separados pelas vírgulas são objetos do verbo comprar.)
Ex: O segredo é estudar, revisar e praticar. (enumeração de itens; os termos separados pelas vírgulas são orações com função de predicativos do sujeito “segredo”.)
Enumeração de orações coordenadas e polissíndeto:
Ex: Comprei frutas, passei no açougue, fui à feira. (enumeração de orações coordenadas.) Ex: Minha mãe falava, e falava, e falava... (repetição da conjunção “E”: polissíndeto)
Ponto e Vírgula:
Pode substituir a vírgula para separar orações regionais, especialmente se você tiver certa extensão. Também serve para formar “grupos” em enumerações já organizadas por vírgulas.
Ex: Comprei alimentos saudáveis: carne, peixe, frango; frutas, legumes, verduras. (O (;) criou dois subgrupos: alimentos de origem animal e de origem vegetal.
Dois-pontos:
Anuncia um esclarecimento do que vem antes dele. Introduz um apóstolo explicativo:
O desafio era a rotina: estudar todo dia./ Ela revelou o motivo: estava sem dinheiro. Nos casos acima, caberia o uso de vírgulas.
Introduz citação literal:
Dizia ele: “estou indo para Brasília, neste país lugar melhor não há”.
Reticências:
Sua função principal é marcar convidativamente no fluxo da sentença ou do pensamento. Indicam ironia, malícia, hesitação, incerteza, prolongamento de uma ideia. Deixar “no ar” a continuidade do que foi interrompido.
Travessões e Parênteses:
Isolamos os termos explicativos acessórios. Nessa função, podem ser substituídas por vírgulas.
A travessão também marca uma mudança de locutor. A retirada das travessões não deve influenciar na classificação normal da frase, por isolarem termo acessório, suprimível.
Messi – o artilheiro – é um gênio. Ele—segundo os argentinos— é o melhor da história.
Messi (o artilheiro) é um gênio. Ele (segundo os argentinos) é o melhor da história. Messi, o artilheiro, é um gênio. Ele, segundo os argentinos, é o melhor da história.
Aspas:
Indicam citação literal, gíria, ironia, estranhamento, arcaísmo, linguagem informal. Indica que a palavra foi utilizada com uma “intenção especial”, um sentido extra provável.
TIPOLOGIA TEXTUAL/COMPREENSÃO
OBS: Não existe tipo puro. Normalmente há “predominância” de um tipo sobre outros que também são usados no texto. O direcionamento principal é a “finalidade”.
Finalidade dos Textos
Opinativo: Convencer, defensor de uma opinião.
Polêmico: Contrabalancear opiniões.
Informativo: Informação Veicular nova.
Instrucional: Normatizar, prescrever, ensinar.
Passagem do discurso direto para o indireto:
na ponta:
Conversão dos pronomes:
Eu, me, mim, comigo ele, ela, se, si, consigo, o, a, lhe
nós, nos, conosco eles, elas, os, as, lhes
meu, meus, minha, minhas, nosso, seu, seus, sua e suas nossas, nossas, nossas
Conversão dos tempos verbais:
Pretérito imperfeito do
Presente do indicativo
indicativo
Advérbios e adjuntos adverbiais:
Compreensão de texto
Recorrência: o leitor deve buscar no texto aquela informação, sabendo que a resposta será escrita com outras palavras, em forma de paráfrase, ou seja, de uma reescritura.
Inferência: o leitor deve fazer deduções a partir do texto. O fundamento da dedução será um pressuposto, ou seja, uma pista, vestígios que o texto traz. Deduzir além das faixas do texto é extrapolar. Frequentemente questões de inferência trazem o seguinte anunciado: “depreende-se das ideias do texto”.
Exemplos de suposições e sentidos implícitos que podem ser prejudicados:
Ex: Douglas parou de fumar. (podemos inferir, deduzir, depreender essa frase que Douglas fumou antes.) Ex: Ainda não lançaram o novo filme do Tarantino. (expectativa de que o filme já deveria ter saído.)
Ex: Minha primeira esposa desistiu de comprar aquele carro. (já se casou antes; sua esposa queria comprar antes)
Ex: Finalmente ela concluiu aquele curso. (havia um curso em andamento e demorou para terminar)
Ex: Alunos que revisam têm notas mais altas. (há alunos que não revisam; suas notas são inferiores)
Julgamento de Assertivas: principais erros.
Extrapolar:
O texto vai até um limite e o examinador oferece uma assertiva de que “vai além” desse limite. O examinador inventa aspectos que não estão contidos no texto e o candidato, por não ter entendido bem o texto, preenche essas lacunas com a imaginação, fazendo outras associações, à margem do texto, estimulado pela assertiva errada.
Limitar e Restringir:
É o contrário da extrapolação. Supressão de informação essencial para o texto. A assertiva reducionista omite parte do que foi dito ou restringe o fato discutido a um universo menor de possibilidades.
Acrescentar Regra:
O examinador parafraseia parte do texto, mas acrescenta um pouco da sua própria opinião, opinião esta que não foi externada pelo autor. A armadilha dessas afirmativas está em embutir uma opinião que não está no texto, mas está na consciência coletiva, por ser um clichê ou senso comum que o candidato possa compartilhar.
Contradizer o texto.
O texto original diz “A” e o texto parafraseado da assertiva errada diz “Não A” ou “B”. Para disfarçar essa contradição, a banca usará muitas palavras do texto, fará uma paráfrase muito semelhante, mas com um vocabulário crucial que fará o sentido ficar inverso ao texto.
Tangenciar o tema.
O examinador cria uma assertiva que aparentemente se relaciona ao tema, mas fala de outro assunto, correlacionada de forma correlacionada. No mundo dos fatos, aqueles dois temas podem até ser afins, mas no texto não se falou do segundo, só do primeiro; então houve fuga ou tangenciamento ao tema.
As conjunções coordenativas introduzem orações coordenadas, isto é, sintaticamente independente uma da outra. São diferentes das orações subordinadas, que estão ligadas sintaticamente à oração principal.
Obs: o “mas” é uma conjunção adversativa que não pode ser deslocada. Ele inicia a oração adversativa.
Fiquem atentos às conjunções que podem trazer mais de um sentido!
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